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Peça do mês de junho, 2017 - Fato de Noiva

Cultura
 39 junho 2017 noticia 1 980 2500
01 Junho 2017
Ao longo dos tempos, o vestido/fato de noiva foi experimentando diversas configurações, cores e feitios. Na Roma antiga, os vestidos de noiva eram um elemento primordial no ritual religioso, mas somente no século XIX é que estas vestes ganharam maior simbolismo.

A sua história está ligada ao casamento como aliança entre famílias e troca de riquezas. Em muitas culturas, eram os pais das noivas quem escolhiam o futuro genro, assumindo o casamento um carácter mais comercial do que sentimental. Nestas situações, o traje da noiva revelava-se de extrema importância, uma vez que servia para mostrar à sociedade as posses da família de acordo com a luxuosidade dos tecidos que ostentava.

A tradição do vestido de noiva branco teve início no século XIX, quando a rainha Vitória envergou um modelo de cetim branco debruado de flores de laranjeira. Contudo, grande parte das mulheres optava por vestidos/fatos coloridos, que poderiam usar noutras ocasiões.

O fato de noiva em exposição foi usado em 1882 por uma jovem noiva pampilhosense e é composto por uma saia e um casaco em tons de castanho mel, laranja e preto, com aplicação de renda e debruado a fita de veludo.

Nos inícios do século XX, o vestido de noiva branco ganha não só a conotação de pureza, mas também de riqueza. A partir de 1958, torna-se um marco na cultura portuguesa com a realização dos casamentos de Santo António, onde se destaca a beleza dos imponentes vestidos de cor branca.

Sendo Santo António o “Santo Casamenteiro”, celebrado a 13 de junho, o Museu Municipal elegeu para peça deste mês o Fato de Noiva, que aponta para a importância da ostentação de uma indumentária diferente num dia tão importante como o dia do enlace matrimonial.

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