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Peça do mês - novembro - Candeia de Azeite

Cultura
15 Novembro 2015
O cultivo da oliveira predominou durante séculos por todo o concelho. Partilhando a terra com outras culturas, a oliveira era fonte de riqueza, contribuindo para a valorização da economia familiar dos seus proprietários.

O seu fruto, a azeitona, depois de espremido nos lagares, dava lugar ao precioso azeite que, ao longo dos tempos, assumiu múltiplas funções pelo seu uso na alimentação, na iluminação das casas e dos altares das igrejas e ainda como ingrediente nas receitas das mezinhas.

Na iluminação, o azeite era considerado «o melhor dos combustíveis», sem o cheiro desagradável produzido por outros óleos, como o de origem animal.

No uso doméstico, a candeia (do latim candela) era um utensílio indispensável nas casas rurais para iluminação à hora das refeições, no centro da mesa, e pelo serão adentro. As candeias serviam também para alumiar os caminhos.

Sendo novembro o mês em que os pampilhosenses iniciam o trabalho da apanha da azeitona, o Museu Municipal selecionou como peça do mês uma candeia de azeite.

Esta candeia dupla é constituída por dois depósitos cilíndricos encaixados, onde se colocava o azeite, sendo o superior fechado por uma tampa.

O bico é triangular projetado para fora ao nível do bordo superior, onde se colocava a torcida de pano de algodão alimentada pelo azeite contido no depósito.

Apresenta ainda dois espelhos de forma circular com extremidades caneladas com a função de refletir a luz.

Ao espelho superior prende-se um arame que segura o espevitador, que servia para aparar os morrões (extremidade da torcida depois de carbonizada).

No cimo da haste prende outro arame que segura um gancho para pendurar a candeia, um objeto tão comum nas casas serranas até ao aparecimento da luz elétrica, a partir de meados do século XX.

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