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Pampilhosa da Serra acolhe o primeiro encontro de reflexão dos projetos contemplados no Programa Arte e Coesão Territorial, promovido pela DGArtes
Decorreu na passada segunda-feira, no Auditório Municipal de Pampilhosa da Serra, o primeiro encontro de reflexão dos projetos contemplados no programa Arte e Coesão Territorial, promovido pela DGArtes, “um programa que tem como objetivo promover a coesão territorial e resolver assimetrias”, conforme referiu Alexandra Tomé, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Pampilhosa da Serra, que enalteceu os 34 projetos artísticos aprovados, apresentados por 30 municípios, um dos quais a Pampilhosa da Serra. “Um projeto que irá enriquecer o território”, garantiu, lembrando os desafios que se colocam “ao interior do interior”, defendendo que só com “políticas de discriminação positiva” será possível resolver.
Alexandra Tomé deixou ainda um elogio especial à DGArtes por este “programa importante” e pela “escolha ousada” da Pampilhosa da Serra para este encontro, fazendo votos que este seja um primeiro passo para que “a cultura seja a figura de destaque e não de estilo, tenha um papel principal e não de figurino, seja autónoma e não de mão estendida, seja capaz sobretudo de trilhar um caminho para ser um dos motores de um Portugal mais feliz, mais justo e mais criativo”.
O Programa Artes e Coesão Territorial, na ótica do Diretor-Geral das Artes, não pode ser uma ação avulsa e tem de ter continuidade, por ser um instrumento inovador de apoio que chega a todo o país, sobretudo a zonas com “menor atividade artística profissional”. Américo Rodrigues destacou ainda o facto de estes projetos estabelecerem o envolvimento das comunidades, não como figurantes, mas como autores ou atores, reforçando que “as quotas por regiões não são suficientes”, sendo necessário “um outro olhar”, como o Programa Arte e Coesão Territorial.
Esta ideia é também partilhada pelo Ministro da Cultura que destacou a necessidade de democratização da cultura e de combate às disparidades regionais, sendo o Programa Arte e Coesão Territorial uma ferramenta relevante para o efeito. Para Adão e Silva “há um equilíbrio entre manter as quotas regionais tais como elas existem e encontrar políticas mais direcionadas para os territórios de baixa densidade”.
Adão e Silva reforçou ainda que “o país mudou, é muito mais plural e mais rico, o que também significa que há um potencial artístico muito superior”, referiu o governante, sublinhando a responsabilidade de “garantir que o potencial artístico que existe nos territórios é valorizado, levando a cultura e as artes a todos os cidadãos. A cultura é mesmo uma questão de cidadania”, rematou.











