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Valorização do capital natural discutida em Pampilhosa da Serra

Geral
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04 Dezembro 2019

O BCSD – Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável, apresentou hoje em Pampilhosa da Serra, a 2ª sessão do Ciclo Learning by Sharing Capital Natural, cujo enfoque assentou na Valorização Estratégica do Capital Natural, ou seja, o conjunto de ativos naturais, como a água, o solo, o ar, a floresta e os oceanos, de onde fluem uma série de benefícios para a sociedade.

Com diversas entidades e empresas (EDP, Brisa, Quercus, Galp, entre outras) reunidas, foi dado a conhecer o modo como o capital natural pode ser integrado nas respetivas estratégias, levando à adoção de boas práticas de proteção e conservação da natureza. Alertando para os grandes desafios da sustentabilidade (alterações climáticas, degradação dos ecossistemas e perda da biodiversidade), Mafalda Evangelista da BCSD Portugal, frisou que “todas as empresas dependem e têm impacto no capital natural”.

No discurso que inaugurou a sessão, José Brito, Presidente da Câmara Municipal de Pampilhosa da Serra, agradeceu à organização o facto de terem escolhido o concelho para a realização do evento, considerando tratar-se de uma “reunião importantíssima” para continuar a sensibilizar pessoas e empresas para “aquilo que realmente importa para todos nós, para o mundo e para a vida”.

O território Pampilhosense e o ordenamento florestal foram os temas mais abordados ao longo de um discurso em que José Brito vincou a necessidade de serem precisas medidas que façam face ao problema da desertificação, e que “consigam inverter ou pelo menos travem o que tem acontecido”. “Portugal é demasiadamente pequeno para se dar ao luxo de desperdiçar parte dele”, adiantou, lamentando ainda que “não há atitudes” por parte do poder central que demonstrem “uma clara preocupação” com a situação que determinados territórios enfrentam.

Quanto à questão do ordenamento florestal, José Brito defendeu que, apesar de o eucalipto ser necessário à economia “destas gentes e do país” e ter “bastante peso na balança comercial”, “é preciso criar descontinuidades com a plantação de outras espécies”, também lucrativas, mas “mais resistentes neste tipo de território”, como o “medronheiro, a vinha ou a oliveira”. Para o efeito, referiu, “é importante incentivarmos as grandes empresas a ter alguma atitude nesse sentido”, juntamente com iniciativas locais, à semelhança de algumas que já existem no território, como é o caso das plantações de medronheiro do empresário local José Martins.

A oportunidade de valorização territorial através do medronho, foi, de resto, aprofundada nesta sessão através da intervenção de Carlos Fonseca, Presidente da Cooperativa Portuguesa do Medronho, a que se seguiu uma visita técnica ao pomar de medronhos da Lenda da Beira, na aldeia de Signo Samo em Pampilhosa da Serra.

Esta sessão foi realizada no âmbito do projeto LIFE Volunteer Escapes, que visa promover atividades relacionadas com a proteção ambiental e conservação da natureza e da biodiversidade, através da mobilização de voluntários.

 

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