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“Juntos somos mais fortes” – Associação Humanitária dos B.V. de Pampilhosa da Serra comemorou 50º aniversário

Geral
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30 Novembro 2019

A Associação Humanitário dos Bombeiros Voluntários de Pampilhosa da Serra completou, no passado dia 29 de novembro, meio século de existência. A efeméride foi hoje comemorada numa manhã onde se assinalou a “disponibilidade, entrega e valentia” de todos os “bombeiros com ou sem farda” que ao longo destes 50 “deram o seu melhor”, e que assim contribuíram para a “bonita estória” da Associação, conforme destacou Marco Alegre, Comandante dos Bombeiros Voluntários de Pampilhosa da Serra, no discurso que deu início à Sessão Solene.

Na presença do Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, que presidiu à mesa da sessão, João Ramos, Presidente da Direção dos Bombeiros Voluntários de Pampilhosa da Serra, salientou a dedicação de “homens, mulheres, bombeiros e civis” que “serviram ou servem esta casa e esta causa”, sem os quais “não era possível viver em Pampilhosa da Serra”. Aproveitando a ocasião para lançar algumas “propostas e desafios” ao poder central, João Ramos, referiu que cabe ao estado “equilibrar as contas” das Associações de Bombeiros Voluntários, sendo que a revisão da gestão e atribuição do financiamento, a atualização de taxas ou a “redução do IVA” foram algumas das sugestões elencadas.

Para Duarte Costa, Comandante Operacional Nacional de Emergência e Proteção Civil, os Bombeiros Voluntários de Pampilhosa da Serra são um exemplo de “trabalho e abnegação” e, por isso, “uma referência a ser seguida no nosso país”. Na sessão solene, o Brigadeiro-General, vincou que “todos os que participam na cadeia de valor da proteção civil” devem ser “agentes de mudança”, uma vez que a “proteção e vigilância” são essenciais para combater os incêndios antes mesmo de existirem.

Depois de também ter exercido funções como Comandante dos Bombeiros Voluntários de Pampilhosa da Serra, José Brito, Presidente da Câmara Municipal, elogiou a evolução “abissal” que a Associação tem tido ao longo dos anos, nomeadamente ao nível da “formação e profissionalismo” dos bombeiros. Em nome da Câmara Municipal, o autarca a agradeceu a todos os que durante estes 50 anos e a cada missão “deixaram tudo para acudir a todos”, encontrando a sua recompensa na “sensação de dever cumprido” e “paz interior”.

Dirigindo-se ao Ministro da Administração Interna e tendo em conta a dimensão do concelho, José Brito falou na necessidade de se garantir uma EIP – Equipa de Intervenção Permanente na secção dos Bombeiros Voluntários de Unhais-o-Velho que melhoraria significativamente o “tempo de chegada” a ocorrências.

No que diz respeito aos desafios que o Município enfrenta, também a “questão da acessibilidade” foi abordada no discurso do Presidente da Câmara Municipal de Pampilhosa da Serra. “Depois do sr. Ministro Pedro Marques ter presidio a um feriado municipal nosso, os Pampilhosenses ficaram na expectativa sobre o que ia acontecer”. Em causa, explicou, estão “os 9 km de estrada em maiores dificuldades a chegar à Pampilhosa para quem vem de Pedrogão Grande”. O projeto, da responsabilidade e pago pelo Câmara Municipal “está feito”, sendo que agora é preciso que seja disponibilizado o montante para executar a obra que dará “uma acessibilidade melhor a uma sede de concelho”.

O último apelo ao ministro Eduardo Cabrita surgiu relativamente a uma questão que tem a ver com os incêndios de 2017 e o território de Pampilhosa da Serra. “Nós temos a zona mais baixa do concelho com muitos eucaliptos”, analisou José Brito, referindo ainda que apesar de “fazerem falta à economia e às nossas gentes”, “é necessário criar descontinuidades”, para que “não tenhamos quilómetros e quilómetros de eucaliptos”. “Coloquei a hipótese de criar descontinuidades ao anterior ministro da agricultura”, completou, assegurando que é necessário “interromper o eucalipto e plantar outras espécies que se dão bem no território (medronheiro, vinha e a oliveira), e que criam aceiros naturais”. “A CIM tem um estudo que diz que atendendo às alterações climáticas, a zona do vale do Zêzere tem condições de excelência para a plantação da vinha”, concluiu José Brito.

No discurso que antecedeu um vídeo de homenagem a todas as Associações e Bombeiros de Portugal, e depois de ter ouvido todas as solicitações e propostas que foram sendo elencadas ao longo da sessão, Eduardo Cabrita, concordou com a “necessidade de agir sobre a floresta”, referindo que “é necessário mudar o modelo de gestão” e priorizar a “prevenção”. O ministro garantiu ainda que em conjunto com as Câmaras Municipais e a Liga de Bombeiros, perceberá “onde será preciso colocar mais do que uma equipa de intervenção”. “As decisões devem ser tomadas com os parceiros e não a partir do Terreiro do Passo”, adiantou, certificando que “não haverá dificuldade” na implementação de uma segunda EIP no concelho. Eduardo Cabrita, disse ainda que está em execução uma “redefinição do modelo de financiamento” das corporações, assim como um “novo modelo de formação” dos bombeiros, tarefa que conta com o envolvimento dos ministérios da educação e do trabalho. Relativamente à floresta e ao projeto do Vale do Zêzere, o ministro disse ainda estar “certo” de que existirá uma “parceria conjunta” com o ministério do ordenamento do território.

Após o hastear da bandeira nacional e a romagem ao cemitério, no decorrer das comemorações dos 50 anos da Associação dos Bombeiros Voluntários de Pampilhosa da Serra, foram ainda atribuídas medalhas de dedicação e assiduidade a alguns bombeiros que com o seu esforço, dedicação e sabedoria, contribuem para manter viva esta família de bombeiros, que mostrou no desfile temático o porquê de ser merecedora de todos os louvores recebidos ao longo do dia.

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