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Município reforçou posição contra a prospeção de lítio em Audição Pública Parlamentar

Geral
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29 Novembro 2019

A convite do Partido Ecologista “Os Verdes”, o Município de Pampilhosa da Serra, representado pelo Vice-Presidente da Câmara Municipal, Jorge Custódio, fez-se ouvir na Audição Pública Parlamentar realizada ontem, no Palácio de São Bento, com o intuito de debater um conjunto de efeitos e os impactos previsíveis, a nível ambiental, social e económico da exploração de lítio no nosso país.

Numa sessão que também contou com a presença de diferentes Associações de Ambiente, Autarcas e Movimentos de Cidadãos, Jorge Custódio, procurou fortalecer a posição defendida pela Câmara Municipal de Pampilhosa da Serra, no sentido de “não concordar com a autorização para prospeção de lítio”, no concelho. Abdicando de fazer qualquer “intervenção técnica”, o autarca abordou a questão da exploração de lítio do ponto de vista político, ao referir que “o governo tem de perceber que estas atitudes promovem ainda mais a desertificação do interior”, ao invés de terem o apregoado efeito de contribuir para a dinamização dos territórios de baixa densidade.

A posição da Câmara Municipal foi ainda ouvida por deputados do PSD da Comissão Parlamentar de Ambiente, numa sessão que também contou com a presença da Câmara Municipal de Boticas, a Associação COREMA (Serra d’Arga) e a Associação Unidos em Defesa de Covas de Barroso (Boticas). Uma possível exploração a céu aberto significa levar à criação de um “cenário devastador”, que poderá causar danos irreparáveis no território, sendo também um projeto que “colide com a política de desenvolvimento sustentável que o Município de Pampilhosa da Serra tem privilegiado ao longo de vários anos, assente no turismo de natureza, na qualidade do ar, da água e do ambiente”, assegurou Jorge Custódio.

No caso do Município de Pampilhosa da Serra, recorde-se, está em causa um pedido de direitos de prospeção e pesquisa, formulado pela empresa australiana Fortescue Metals Group Explorations Pty, Ltd à DGEG – Direção-Geral da Energia e Geologia, para uma área de cerca de 52 km2, denominada “Raposa”, que engloba o território nos limites das povoações de Dornelas do Zêzere, Unhais-o-Velho, Brejo de Cima, Janeiro de Baixo, Porto de Vacas e Carregal do Zêzere.

Neste particular, também no passado dia 6 de junho a Assembleia Municipal de Pampilhosa da Serra se manifestou, de forma consensual e perentória, contra esta proposta. Mediante os elementos disponibilizados até à data, não há qualquer garantia de que será acautelada a qualidade da água da albufeira da Barragem de Santa Luzia e do Rio Zêzere, para além de que o projeto provocará a descaraterização de uma área significativa do concelho e causará danos irreversíveis tanto na paisagem como na vivência das populações.

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